Política

Confraria Vascaína publica nota sobre os balanços divulgados pelo Vasco

A recente publicação dos balanços patrimoniais do CRVG e da Vasco SAF levanta sérias preocupações. Os documentos foram divulgados sem assinatura dos mandatários, sem auditoria, sem notas explicativas, sem relatório da administração e sem aprovação dos respectivos Conselhos Fiscais — o que compromete sua validade e fere princípios básicos de transparência, governança e conformidade legal.

Trata-se de um material que não atende aos padrões mínimos exigidos pela legislação e pela boa prática contábil, colocando o Vasco sob risco, por exemplo, de exclusão do PROFUT.

A ausência de detalhamento técnico e a presença de informações genéricas dificultam qualquer análise precisa da situação econômico-financeira da instituição, especialmente em um momento em que o Clube atravessa um processo sensível de Recuperação Judicial e depende da credibilidade de suas informações financeiras.

Por que um documento nessas condições foi publicado? A condução do clube, ainda mais considerando que hoje o CRVG exerce o controle da Vasco SAF, merece atenção, pois o cenário atual evidencia um modelo de gestão que não se pauta em técnica, transparência e controle.

O fato do CRVG e SAF terem ingressado, recentemente, em Recuperação Judicial certamente é uma circunstância atenuante, mas não exclui responsabilidades estabelecidas em lei. Retomar o controle da SAF e priorizar a RJ em detrimento da uma composição para revendê-la foi uma decisão política da atual gestão e, como tal, atrai deveres inegociáveis.

A própria RJ, registra-se, parece ser sido aprovada pelos poderes do Clube mediante falsas premissas. As informações, ainda superficiais, reveladas pelo relatório circunstanciado do Administrador Judicial e pelos “balanços” divulgados demonstram um crescimento importante da receita (que deve ser incrementada em 2025 pelo novo acordo de TV, patrocínios e placas de publicidade), ao passo que a dívida não se aproxima dos “1,4 bilhões” anunciados na reunião do Conselho Deliberativo.

Como prospectar investidores com esse baixo nível de detalhamento da realidade financeira do clube? Como renegociar com credores ou propor transação tributária sem demonstrações contábeis auditadas e fidedignas?. A má gestão pode, inclusive, provocar uma reviravolta no litígio societário hoje existente com a 777 no âmbito da arbitragem.

Diante desse quadro, o torcedor e os sócios do clube têm o direito de exigir explicações claras e imediatas. Publicar um balanço sem os requisitos legais não é um mero erro — é um indício de gestão temerária. Se a diretoria não for capaz de esclarecer e corrigir essa situação, será necessário repensar sua permanência à frente do clube. 

Fonte: X Confraria Vascaína
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