Presidente do Vaco, Pedrinho defendeu que o clube enfrente o Flamengo em São Januário. E disse que, para isso, admite a realização de uma partida com um inédito jogo de torcida única no Rio de Janeiro.
Há obstáculos para seu plano. Primeiro, o laudo na CBF de São Januário prevê que não se pode realizar clássicos no estádio. Abre-se uma exceção para o jogo com o Botafogo por ser um jogo com clima mais amistoso.
Assim, o Vasco pediu ao Bepe (batalhão de estádios da PM) a autorização para o jogo em seu estádio. Neste caso, a polícia militar teria de mudar as especificações de funcionamento do estádio registradas na CBF.
Para defender seu plano, Pedrinho falou em realizar o jogo com torcida única. Isso contraria o Regulamento Geral de Competições da CBF, recém-publicado, e que vale sobre o Brasileiro.
Pelo RGC, o time visitante tem direito a 10% dos ingressos do estádio. No caso de limitações, esse percentual pode ser reduzido. Em São Januário, seriam 2 mil lugares.
Não há previsão de torcida única. Pelo RGC, a CBF pode mudar o lugar do jogo se for imposta uma partida sem visitante.
Mas e os clássicos em São Paulo que não têm torcida visitante? No Estado, existe uma determinação do Ministério Público válida para todos os jogos entre os grandes de que não haverá público que não seja do mandante.
Ou seja, a torcida única só poderia acontecer no clássico entre Flamengo x Vasco se a PM ou Ministério Público determinasse desta forma. Seria um caso excepcional já que não existe regra igual no Rio Janeiro para clássicos, todos os duelos têm torcidas visitantes mesmo que em inferioridade, como no caso das partidas do Botafogo com rivais.